COMO ME TORNEI TRADUTORA

No começo deste mês, eu completei um ano como tradutora. Durante esses doze meses eu trabalhei em cinco livros, e alguns projetos empresariais. Dos cinco livros que trabalhei, três já foram publicados. Nestes doze meses eu aprendi como fazer e o que não fazer. Por isso, quero compartilhar minhas experiências. Prometo que não será longo, nem um desabafo.

Por que eu me tornei tradutora?


Sou formada em jornalismo, só que, perto de terminar o curso, aquela paixão e frio no estomago que eu tinha no início se foi. Então, comecei a tentar me encontrar profissionalmente. Como eu sempre gostei da área de letras, procurei profissões que estivessem relacionadas. Assim, virei tradutora.

Como achar clientes


Não tenho contrato fixo com ninguém (espero logo conseguir J), assim “pesco” projetos em sites para freelancers e por indicações. No começo, sem experiência, sem avaliações positivas foi difícil conseguir um cliente. Mas, quando abri o jogo e disse que era nova na profissão, mas tinha vasto conhecimento na língua e na cultura, sendo, assim, capaz de adaptar o texto ao português sem que a essência se perdesse, consegui minha primeira cliente.

Italiana de Siena, autora de um livro de relatos sobre seus hóspedes do Airbnb.

Levo este voto de confiança com muito carinho no coração. Ele me abriu portas, e assim pude construir um currículo.

Como escolher um projeto


Não adianta se candidatar para todos os tipos de projetos. Escolha aqueles que mais têm a ver com você. Aquele que lhe parece divertido e prazeroso. Assim, poderá ganhar experiência sem se desesperar ou perder o interesse.

O QUE NÃO FAZER!


  1. Não se limite a uma área apenas: isso o classificará como alguém com conhecimento limitado.

  2. Não cobre muito baixo nem muito alto: se cobrar um preço muito alto, poucos clientes aceitarão (normalmente aqueles que sabem valorizar a profissão e que esperam a perfeição). Se cobrar pouco, você vai atrair clientes que não o valorizam, e, quando tiver experiência e um portfólio, reclamarão do preço. O ideal é negociar direto com o cliente, ou, seguir a tabela da plataforma.

  3. Não aceite vários trabalhos de uma vez: tenha calma e faça o melhor.

  4. Peça prazos adequados a cada projeto: não tente finalizar uma tradução de 30 mil palavras em uma semana, não fará um bom trabalho. Mas, também não peça 50 dias para um projeto de 10 mil (para você ter uma ideia, esse texto não tem 800).

  5. Não emende um projeto no outro: descanse alguns dias entre eles. Caso for um trabalho pequeno, pelo menos um dia. Dinheiro nenhum vale mais do que sua saúde.

Remuneração


Esse é ponto sensível. Como cobrar?

Em algumas plataformas, ao aceitar o projeto, você recebe uma parte e ao final o resto. Em outras apenas quando entrega o trabalho, e em outras o pagamento é feito por venda (quanto maior o número, mais você recebe).

ORGANIZE-SE


Eu sou muito visual. Preciso ter as informações escritas e sempre por perto. Por isso, coloco lembretes na agenda, tenho post-its grudados por todos os canos, faço metas diárias e semanais... e por aí vai.

Então, o que eu quero dizer é: se programe do melhor jeito para você, é claro. OBS: lembre-se de deixar uma margem de segurança. Imprevistos acontecem, e às vezes não é possível concluir a meta, assim, não se desespere e compense ao longo da semana.

Estude


Não é porque você é fluente em um idioma e começou a traduzir que você não vai “enferrujar”. Mantenha contato com a língua escrita e falada. Leia jornais, livros (além daqueles nos quais está trabalhando), veja filmes, ouça música e, o mais importante, FALE. Mantenha contato com falantes nativos, ou pessoas que também fale o idioma.

Não tenha medo, nem vergonha, de consultar dicionários e gramáticas, perguntar a outras pessoas, ou pedir ajuda a professores. Lembre-se, ninguém sabe tudo de tudo. Podemos errar, o importante é reconhecer o erro e melhorar.




 

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